quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GRAÇA LEGÍTIMA & GRAÇA BARATA.

     Nunca foi tão necessário exercer discernimento espiritual no que respeita a utilização do termo bíblico "graça".  A palavra grega que foi (e é) uma das mais importantes na enunciação do Evangelho de Cristo, está sendo escandalosamente distorcida e usada para justificar os mais sórdidos comportamentos entre os que se consideram cristãos. Fico abismado com o número de líderes evangélicos que, após um deslize moral, voltam ao púlpito falando de graça, misericórdia e amor. Antes, enquanto acobertavam seu erro, eram implacáveis com os fiéis. Agora, após o escândalo, julgam os colegas usando expressões como "legalista", "amante do Antigo Testamento", "apedrejador", etc. Falam de "graça" utilizando textos engenhosamente escolhidos e usam de sarcasmo com os que pregam a Palavra com apelos ao arrependimento e a uma vida de santidade. Nunca foi tão necessário diferenciar a graça legítima da graça barata, como bem alertou Dietrich Bonhoeffer.
     Essa graça que tolera o pecado na vida do cristão regenerado, que exalta sua humanidade, apresentando  um Deus conivente com a imoralidade, a mentira e a falta de comprometimento com os valores do Reino de Deus é herética. 
     "Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?"(Rm 6:1,2).
     Precisamos abrir os olhos e parar de idolatrar pregadores por sua inteligencia,  mente brilhante, retórica irretorquível e carisma natural, para darmos ouvidos aos piedosos, aos que mantém seu testemunho exemplar, sendo fiéis as Escrituras e acima de tudo, honrando a Deus com suas vidas.
    A "graça" que recebe pecadores sem transforma-los em santos, que perdoa sem a experiência do arrependimento das obras mortas, que  salva "no pecado" e não "do pecado", é uma "graça barata", falsa, herética, maliciosa e demoníaca. 
     A verdadeira graça infunde em nós um ódio crescente pelo que Deus odeia e um amor crescente pelo que Deus ama, de modo que a a presença do Espírito em nós vai ficando mais evidente e seus frutos mais abundantes na medida em que crescemos na fé.
     Pense nisso.

sergiomarcos59@hotmail.com 
      

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Você conhece DALLAS WILLARD?


Dallas Willard

     Teólogo e professor da Escola de Filosofia da Universidade do Sul da Califórnia, também foi professor na Universideade de Wisconsin. É graduado em Psicologia pela Faculdade William Jewell e em Filosofia e Religião pela Universidade Baylor, onde fez o doutorado. Suas obras filosóficas são concentradas nas áreas da Epistemologia e da Filosofia da Mente e da Lógica. Trabalhou também na Fundação C.S. Lewis e na Universidade de Biola.

     Muito prestigiado nos Estados Unidos, Willard tornou-se mais conhecido dos brasileiros depois da publicação de A conspiração divina (Mundo Cristão), obra que se tornou uma referência na reflexão sobre os diversos aspectos da espiritualidade cristã. Já de longo tempo, tem sido uma voz eloqüente na defesa da relevância de Deus na vida moderna. Por outro lado, revela-se um crítico ferrenho do comodismo e do conformismo da Igreja de nossos dias.

A renovação do coração é uma de suas obras mais festejadas, tendo recebido o Book Award da revista Christianity Today em 2003 na categoria "Espiritualidade". Conspiração divina já havia sido contemplado com o prêmio "Livro do Ano" da mesma publicação. Nascido no Missouri, em 1935, Dallas Willard vive hoje no sul da Califória com a esposa Jane. O casal tem dois filhos e uma neta.

     Willard enfrenta a questão central da fé cristã: como ser mais parecido com Cristo? (...) Muitos evangélicos apreciarão sua abordagem leve do crescimento espiritual cristão, não orientada por sentimentos de culpa. O livro é fortemente embasado na Bíblia.
Publishers Weekly

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Santa Ceia é de fato santa?

     No universo evangélico, a compreensão sobre a chamada "santa ceia" tem tonalidades bem variadas. Há quem diga que os únicos elementos obrigatórios são pão e vinho. Outros, que um ministro ordenado é indispensável. Há quem alegue que a santa ceia deve ser ministrada apenas aos crentes da igreja local, e isso em dia e horário exclusivo para os tais. Ainda temos os  que "liberam" a ceia para qualquer pessoa que adentrar o recinto onde estiver sendo ministrada seja de que religião ou confissão for. Existe, porém, na Palavra de Deus, recomendações específicas? Limites? Dia e hora? Quem pode e quem não pode?
     Se tomarmos a gênesi da cerimônia no judaismo do Antigo Testamento, seremos remetidos a Melquisedeque, rei de Salém - futura Jerusalém - que foi ao encontro de Abraão, levando pão e vinho. Melquisedeque era sacerdote de Deus.
     Se nos adiantarmos no tempo, veremos  Exodo 12, quando a primeira páscoa foi realizada. Ali, o povo de Deus foi distinto dos egípcios pelo pão asmo e ervas amargas, bem como pelo sangue do cordeiro. Houve distinção.
     Já no Novo Testamento a cerimônia inalgural foi a portas fechadas e contou apenas com os 12 apóstolos e o celebrante: o próprio Cristo. Houve distinção.
     Mas o texto que conclui nossa peregrinação é o mais explícito e contundente:"examine-se pois o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice, pois quem come e bebe sem discernir o corpo, como e bebe para sua prória condenação" (1a. Co 11:27 e 28).
     Se a santa ceia é santa, é devido ao fato de ser uma cerimônia voltada aos que conseguem examinar-se a si mesmos, aos que conseguem discernir o corpo, aos que consideram sua origem santa em Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo e a "pessac" dos judeus.
     A ceia celebra a vida de Cristo no crente, a presença do sangue precioso em seu interior, que o lavou de seus pecados e o inseriu no Corpo, o Corpo de Cristo, sua igreja.
     Cada pastor ou ministro, bem como cada membro da igreja de Cristo, deveria preparar-se cuidadosamente para esse momento sagrado, considerando não apenas a unidade de sua congregação ou denominação, mas do Copro de Cristo em toda a Terra, lembrando que o Deus Santo, mandou seu Santo Filho, derramar seu Sangue Santo, para santificar um povo exclusivamente seu.

sergiomarcos59@hotmail.com





sábado, 19 de novembro de 2011

Onde vão parar estas igrejas da mídia e sua apelação?

Ratinho critica, e com razão, esta vergonha que está sendo feita em nome do Evangelho e de Jesus. Assista, comente e compartilhe. Esse abusos tem que acabar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Como manter a unidade.

     A unidade dos cristãos de uma cidade é um milagre. Não pode ser encarada de outra maneira. Tenho conversado com pastores de diversas cidades brasileiras e até do exterior e percebido que não se pode promover a unidade da Igreja sem o fator miraculoso. Há uma força contrária a unidade trabalhando insistentemente para manter cada denominação em seu "quadrado" e os demais que "se explodam". Se um servo de Deus, líder de uma igreja local, não se humilhar perante o Senhor e lutar contra o espírito denominacionalista que impera nos arraiais evangélicos de nosso país, não experimentaremos a unidade do Espírito que Paulo fala em Efésios 4.        
     Tenho dito por onde passo, que o que nos divide, não são doutrinas, mas a vaidade pessoal. Quando um pastor vence a vaidade, está dando um passo gigantesco em prol da unidade da Igreja do Senhor. Quando percebe que a igreja onde trabalha não é a melhor da cidade, nem possui a história mais brilhante, ou ênfase mais bíblica, ou mais criatividade e elegância que as demais, está vencendo a vaidade e glorificando a Deus.
     Além disso, é preciso haver um coração reconciliador. Quando surgem intrigas (e elas surgem mesmo), é preciso dar um passo de fé e misericórdia, para continuar andando com o irmão. Como líderes os pastores devem ser exemplo aos demais membros, sendo, eles mesmos, agentes ativos de reconciliação. O Espírito de Deus age em nós, não apenas para que preguemos, visitemos, aconselhemos e evangelizemos, mas que nos reconciliemos mutuamente, quando necessário.
     A unidade da igreja é um milagre, e cada um dos pastores de uma cidade, parte integrante desse milague, quando se humilham e se admiram mutuamente.

Pr. Sérgio Marcos
sergiomarcos59@hotmail.com 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O "Lava-pés" e o cristianismo nosso de cada dia.


Mais do que uma cena bucólica, mágica, e de grande conteúdo teológico, o lava-pés é um resumo teatralizado de tudo que Jesus ensinou. É como se o Mestre dissesse "se vocês não conseguirem se lembrar de nada do que eu falei, jamais se esqueçam do que acabei de lhes fazer"
     Com a bacia nas mãos e uma toalha ao redor da cintura, o Mestre abaixou a cabeça e se colocou na mais inferior posição da sociedade israelita de sua época: escravo.  Tal gesto foi insuportável para Pedro que reagiu. Em vão. Este gesto de serviço simples foi a maior lição já ministrada, em todos os tempos e lugares: quem não vive para servir, não serve para viver.
     No lava pés, Jesus serviu Pedro, o desleal; Tomé, o desconfiado; Judas o traidor. Não fez qualquer diferença. "Amou-os até o fim" (João 13:1b) ou seja, perfeitamente, sem qualquer interesse escuso. Serviu-os com humildade aviltante, despudorada, atrevida, lavando-lhes os pés. 
     Nestes tempos onde o cristianismo tem sido reduzido a um mero "encontro com Cristo", a lição do lava-pés se torna primordial. Quem não entende o "lava-pés" não entendeu a fé, nem o Cristo, nem a cruz, nem a mais simples manifestação de espiritualidade. Após enxugar o último calcanhar, o Mestre pronunciou as palavras que definiriam para sempre o caráter do cristianismo: "eu lhes dei o exemplo para que vocês façam como lhes fiz" (Jo13:15). Ou seja, Jesus incitou seus discípulos a amarem como ele amou, servir como ele  serviu e a  lidar com os "contrários" como ele lidou.
     Encerrou aquele momento dizendo que a felicidade, que tanto procuramos, depende (pasmem os senhores!), de praticarmos o "lava-pés": "Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem" (João 13:17).
     Para ser um cristão, não basta um mero "encontro com Cristo". Necessário é, tornar-se seu imitador.