sexta-feira, 6 de maio de 2016

O sermão não pode terminar com "fica a dica".

     
     Sem incorrer no equívoco da generalização, o púlpito cristão tem se apresentado um tanto anêmico. Não é a toa que os cultos estão se tornado espaço de entretenimento. Boa música, coreografias bem elaboradas, teatro criativo, decoração moderna, assentos confortáveis e o tempo limite de uma hora ou mais, para não "cansar" os assistentes. Por quê? Talvez porque o púlpito se esvaziou.

     Receio que, o que hoje chamamos de "igreja", ou congregação dos santos, ou Israel de Deus ou mesmo o Corpo de Cristo na Terra, esteja se tornando uma extensão bizarra das redes sociais.

     O ímpeto profético, o "kerigma", o brado de vitória da cruz, o apelo do túmulo vazio, o chamado ao discipulado e seu preço, o convite amoroso à santificação e o derramar suave e poderoso do Espírito Santo, parecem ter permanecido num passado distante. Hoje é historia. Só podemos ver isso nos livros ou vídeos antigos do YouTube.

     O sermão precisa voltar a incomodar os acomodados e consolar os que estão sofrendo. O sermão precisa ser "A Palavra de Deus" e não "sobre (acerca da) a Palavra de Deus". O púlpito precisa voltar seu apelo à reflexão e não apenas à emoção. Como dizia Jonathan Edwards, iluminar a mente e aquecer o coração. O povo evangélico sofre de analfabetismo bíblico e a culpa é nossa! 

     O pregador não pode temer os que lhe ouvem. Não pode temer  afirmar e reafirmar a verdade. 

     Precisamos evitar a todo custo, no final do sermão, dar a impressão que a conclusão é um ... "fica a dica".  Mil vezes NÃO! Em vez disso, um retumbante "assim diz o SENHOR".

     Que assim seja, em nome de Jesus.
     
     
     

sexta-feira, 1 de abril de 2016

O exemplo dos lobos.

      
     O exemplo dos Lobos - Os 3 primeiros são os mais velhos ou os doentes e marcam o ritmo do grupo. Se fosse ao contrário, seriam deixados para trás e perderiam o contacto com a alcateia. Em caso de emboscada dão a vida em sacrifício pelos mais jovens. Eles são seguidos pelos 5 mais fortes que os defenderão em um ataque surpresa. No centro seguem os demais membros da alcateia, e no final do grupo seguem os outros 5 mais fortes que protegerão o grupo. Em último, sozinho, segue o lobo "alpha", o líder da alcateia.    
      Nessa posição ele consegue controlar tudo ao redor, decidir a direção mais segura que o grupo deve seguir e antecipar os ataques dos predadores.
      Em resumo, a alcateia segue ao ritmo dos anciões e sob o comando do líder que impõe o espírito de grupo não deixando ninguém para trás.
      "O verdadeiro sentido da vida, não é chegar primeiro, mas chegar todos juntos ao mesmo destino".

      Aprendemos a ver a figura do lobo como astuto, sagaz, ardiloso e ficou célebre a frase "lobo em pele de cordeiro", definindo uma pessoa falsa.
     Aprendendo essa nova lição, refiz meu conceito sobre o lobo, como um animal que é fruto da maravilhosa sabedoria  de Deus. 

Fonte: Barbara Hermel Bach
Foto: Cesare Bray


 http://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/lobos-lobos-alfa-e-beta-linguagem-corporal-dos-lobos-e-sua-alimentacao.htm

 

quarta-feira, 30 de março de 2016

Teologia do "preço" - quanto custa ser discípulo de Cristo?






       Nossa salvação teve um custo, como diz Asafe Borba em sua linda canção: “eu sei que foi pago um alto preço”.   Nossa redenção custou caro para Deus, ao enviar seu Filho Unigênito para que o pagamento fosse feito de uma só vez (1ª Pe 3:18).  Somos salvos pela graça, mas não de graça. Foi necessário derramamento de sangue inocente para que pecadores fossem resgatados.  “Deus pagou um resgate (preço) para livrar vocês do insuportável caminho que seus pais tentaram seguir para chegar ao céu, e o resgate que Ele pagou não foi simplesmente ouro ou prata, como vocês sabem muito bem, mas Ele pagou por vocês o precioso sangue de Cristo, o Cordeiro de Deus sem pecado e sem mancha” (1ª Pe 1:18,19 – B. Viva)         

                O preço da desobediência.

                Adão e Eva foram avisados que, desobedecendo a única ordem proibitiva de Deus, sofreriam uma pena: o preço da desobediência. Após a queda foram expulsos do paraíso e perderam as dádivas da comunhão com Deus e da eternidade, como bem diria o apóstolo Paulo, milhares de anos depois: “o salário (preço) do pecado, é a morte” (Rm 6:23).


Seguiu-se então ondas de morte e destruição: catástrofes naturais, guerras, vandalismo, sacrifícios humanos e gerações e gerações debaixo de maldição.


                O preço  da obediência.

                Para que Deus empreendesse seu plano de Salvação, levantou Abraão, Isaque e Jacó. Eles participaram deste plano pagando o preço da obediência. Abraão precisou sair “da sua terra e da sua parentela”; Isaque precisou nascer de pais idosos e sofrer sansões com respeito a seu meio irmão mais velho, Ismael. Jacó teve sua coxa tocada na luta com o anjo e andou manco pelo resto da vida. Alguém duvida que pagaram o preço por participarem do plano redentor de Deus? O preço da obediência?


                Os profetas igualmente pagaram esse preço. Jeremias, por exemplo, foi Incompreendido, perseguido, encarcerado, difamado e pagou o preço por sua fidelidade à Deus e a obra que fora chamado. De igual modo o foram Ezequiel, Daniel e Oséias e tantos outros.


             O preço do discipulado.

             Jesus deixou claro que a oferta da salvação é gratuita, mas para segui-lo havia um preço: “vai, vende tudo que tens e segue-me”, disse ao jovem rico. Este virou as costas e foi embora, pois não estava disposto a pagar o preço do discipulado.


Na igreja há muita gente salva pela graça, disposta a honrar à Deus com seus dízimos e ofertas, prontas a contribuir pela expansão do Reino de Deus. Mas alguns vão além e reagem corretamente ao ouvir Jesus dizendo: “se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome dia a dia a sua cruz, e siga-me”. Em muitas Bíblias o título da passagem em negrito é: “O custo (ou preço) do discipulado”.

O preço da missão.
Ao se referir a sua missão, Paulo não escondeu que conhecia esse preço: “sobre mim, pesa essa obrigação, e ai de mim se não pregar...” (1ª Co 9:16). Paulo ainda acrescentou: “Agora, me regozijo nos meus sofrimentos por vós; e preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja” (Cl 1:24). Paulo não pagou pela sua redenção, muitos menos para que pudesse alistar-se no exército de Deus ou se tornar o grande personagem  que foi. O preço pago por Paulo é o preço que qualquer cristão pagará se quiser ir além, fazendo a escolha de se identificar com Cristo a ponto de se dispor a sofrer, se necessário, para que os propósitos de Deus se cumpram em e por meio de sua vida.

O preço por não entender "o preço".
Finalizando, acredito que qualquer cristão que desejar fazer a diferença nesta geração e não entender a “teologia do preço” não irá muito longe em sua missão. Mais cedo ou mais tarde perceberá que alguma coisa está errada com seu chamado, sofrerá decepções e em breve abandonará sua consagração.
Os atletas olímpicos pagam caro para obterem uma medalha. Enquanto seus amigos vão namorar, ele vai para o treino. Enquanto seus amigos vão ao cinema, ele vai para o treino. Enquanto seus amigos saem de férias ou viajam no fim de semana, ele vai treinar. Festas, aniversários, eventos e shows os chamam constantemente. Mas eles escolheram abrir mão daquilo que é natural à juventude para pagarem o preço que uma medalha olímpica custa: dedicação acima da média.

“Numa corrida todos correm, porém só uma pessoa consegue o primeiro prêmio. Portanto, disputem sua corrida para ganhar. Para vencer a competição vocês precisam renunciar a muitas coisas que os impediriam de fazer o melhor que podem. Um atleta faz todo esse sacrifício só para ganhar uma faixa azul ou uma taça de prata, porém nós o fazemos por uma recompensa celestial que nunca perecerá.  Portanto, eu corro direto para o alvo, com esse propósito em cada passo. Eu luto para ganhar. Não estou apenas esmurrando uma sombra ou correndo de brincadeira.  Eu castigo meu corpo como um atleta faz tratando-o com dureza, treinando-o para fazer o que deve, e não aquilo que ele deseja. De outro modo, eu temo que, depois de ter inscrito os outros para a corrida, eu mesmo seja considera­do incapaz, e me mandem ficar de lado (1ª Co 9:24 à 27).Em outras palavras: “eu aprendi a pagar o preço” (Ap. Paulo).


E você?





                                                                                                 Pr. Sérgio Marcos

sábado, 19 de março de 2016

Mais uma ordenação pastoral em Santa Rita do Passa Quatro.



    
     Foi na noite do último dia 18 de Março, mais precisamente às 20h00, que deu início o culto de louvor à Deus pela ordenação pastoral do presbítero Divino da Silva, do Ministério Evangélico Vida em Cristo
     Com vários pastores convidados e algumas autoridades da cidade, bem como a presença de irmãos de várias denominações, o Pr. Presidente do MEVEC, Sérgio Marcos,  deu início aos trabalhos lendo trechos bíblicos em Atos dos Apóstolos e 1a. e 2a. Timóteo. 

     Pr. Zacarias, do Ministério Amor Maior, dirigiu uma palavra bem pessoal ao presbítero Divino, ressaltando sua amizade de anos e a importância que tem no Reino de Deus, importância esta que extrapola os limites institucionais do Mevec. 

     A seguir o Pr. Rafael Pacheco, da Vida em Cristo de Porto Ferreira, também de modo direto e informal, dirigiu palavras carinhosas e de congratulações ao presbítero, ressaltando a ajuda recebida em sua jornada espiritual.

     Cânticos de louvor à Deus foram entoados e o Pr. Sérgio, fazendo uso da palavra, fez uma breve reflexão sobre a "imposição das mãos" como parte da cerimônia de ordenação, tal qual é apresentada no Novo Testamento. Seguiu-se então o momento da ordenação quando o casal foi chamado à frente para que fosse então ordenado ao sagrado ministério o presbítero Divino da Silva.

     A igreja Vida em Cristo, ordena assim seu terceiro pastor em sua breve história de 9 anos de existência e

      À Deus seja o louvor.



 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Retorno às atividades


     O Conselho de Pastores de nossa cidade, retomou as atividades neste dia cinco de Agosto com café da manhã na 1a. Igreja Evangélica do Encontro, pastor Pedro.
     Como de costume, após o café, os pastores compartilharam suas lutas e vitórias, mas o foco ficou no retorno do "culto da unidade", agora denominado de Celebrando a Unidade, não mais às segundas feiras, mas aos sábados à noite.
     O próximo será de 15/08, ás 20h00, na inauguração da igreja Palavra Viva (antiga Peniel) com a ordenação do missionário Abraão ao sagrado ministério.
     Pela primeira vez, o Conselho de Pastores estará ordenando um pastor e isso como reconhecimento dos trabalhos realizados pelo missionário Abraão e sua igreja na propagação do evangelho de Cristo em nossa cidade.
     A comunidade evangélica de Santa Rita está sendo convidada formalmente, por meio de missiva, e contaremos com a presença de todos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O que é integridade teológica?

    
     Teologia não é uma ciência exata. É uma composição humana, um estudo da revelação de Deus.     

     Teologia Bíblica é a que emerge naturalmente do texto bíblico. Daí termos as teologias do Antigo Testamento e do Novo Testamento. 
     Temos também a Teologia Sistemática, a que é composta ao redor de temas específicos.      
     Além destas, temos a Teologia dos escritores bíblicos: a teologia paulina, petrina, joanina, e por ai vai.
     O conhecimento dos idiomas originais (hebraico, aramaico e grego) são de extrema valia para uma boa exegese. O conhecedor "médio" pode realizar bons trabalhos, pois temos farta literatura em português e espanhol.

     Quem faz teologia? 
     Todo ser humano é um teólogo, pois tem para si conceitos, ideias, pensamentos e práticas pessoais sobre como é Deus e sua relação com os seres humanos. No entanto, temos os teólogos bíblicos, que acreditam na Bíblia e submetem seu pensamento à sua revelação. Dentre estes, existem os íntegros e os oportunistas ou insinceros.

     O que é integridade teológica?
     Assim como na medicina, no direito e na economia existem  profissionais íntegros, na teologia existem os praticantes da integridade teológica, que nada mais é do que a busca consciente e constante da verdade bíblica em sua inteireza, "ouvindo" o que a mensagem bíblica tem a dizer e não fazendo maliciosamente com que ela diga o que o interprete acredita. Em outras palavras: integridade teológica entende que a Bíblia interpreta a própria Bíblia, que um texto não pode estar dizendo hoje o que não era intenção do autor dizer na época em que foi escrito e que um texto jamais pode ser removido de seu contexto.

     Quando a teologia não possui integridade.
     A falsa teologia é difícil de ser detectada,  por que costuma ser tecida e costurada com farta citação bíblica, ter o aval de um "guru" do ramo e obter divulgação de uma boa editora. A falsa teologia costuma ter muitos simpatizantes devido ao seu apelo ao ego e a proposta de promover o suposto "bem estar" dos seus adeptos. Geralmente é amparada pelas filosofias do momento que dão a falsa sensação de relevância e se ajustam com certa facilidade aos pressupostos da psicologia contemporânea. Mas por não possuir a integridade da submissão inconteste as Sagradas Escrituras, não produzem o efeito proposto e acabam minando a fé genuína, o discipulado verdadeiro e a promoção do Reino de Deus.

      Como estudar teologia?
      Primeiramente entenda que o estudo da teologia é a maior necessidade do cristianismo mundial. Somos a geração mais analfabeta deste o Pentecostes. Nosso cristianismo costuma ser empírico, superficial, existencialista e ultimamente, materialista. 
     Também é preciso fazer uma conexão segura com a história da igreja cristã. O cristianismo praticado hoje em dia divorciou-se da história e com isso tornou-se fraco, insosso e irrelevante. Os avanços teológicos devem estar voltados as questões sociais. Temos hoje hoje a chamada "teologia integral" que propõe uma fé engajada nas questões sociais de nossos dias no intuito de trazer esperança ante as perplexidades dos dias atuais.
     Finalmente, acredito que o teólogo deve ser o mais humilde de todos os demais estudiosos, pois trabalha em terreno santo, lida com as revelações das Sagradas Escrituras e por isso precisa sujeitar-se ao texto e colocar em prática, em sua própria vida, o que aprende para ser ele mesmo, sua própria mensagem. Isso é integridade teológica.

sergiomarcosmevec@gmail.com