quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Dia Internacional da Bíblia 2012

     No último dia 10 de Dezembro, o Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de Santa Rita do Passa Quatro-SP celebrou o Dia Internacional da Bíblia no Brasil, evento realizado no templo da Igreja Batista. 
     Com onze (11) igrejas representadas pelos seus pastores (exceto Pr. Rodrigo, em viagem), o culto ao nosso Deus foi prestado com reverência e temor, por meio de cânticos, testemunhos, leitura bíblica, orações, apresentação das obras sociais realizadas pelas igrejas e um momento de intercessão em favor de nossa cidade, contra a escalada da criminalidade e acidentes de trânsito.
     Foi também lembrado que à 4 anos atrás (12/2008) foi lançado o Projeto Cidade Viva, contra os altos índices de suicídio. Santa Rita hoje não sofre mais com esse mal por intervenção divina em resposta as nossas orações.
     À Deus, todo o louvor.

Pastores presentes: Pastor Zacarias (Min. Amor Maior), Pastor Geraldo (Ig. do Ev. Quadrangular), Pastor Ismael (Ig. Presbiteriana), Pastor Joel (Ig. Batista), Pastor Sérgio Marcos (Ig. Vida em Cristo) Pastor Celsino (Ass. de Deus Santarritense) Pastor Carlos e Pastor Wanderley (Ass. de Deus Madureira), Pastor Jurandir (Ig. Avivamento em Cristo) Pastor Mário e Marco Terassi (Ig. Fonte de Vida) Pastor Pedro (Ig. Evangélica do Encontro) e Missionário Abraão (Ig. Peniel).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Metodistas fecham o cerco contra a teologia da prosperidade


O “Expositor Cristão”, órgão oficial da Igreja Metodista do Brasil, chama a atenção da liderança denominacional, na edição de agosto de 2012, para o que o jornal diz ser “distorções contemporâneas”.
 
Paulo de Tarso Lockmann, bispo da Primeira Região Eclesiástica, afirma: “Hoje, há tentativas de transformar a fé cristã numa religião de negação do sofrimento, de exaltação, de prazer e de prosperidade. Mas o cristianismo, embora considere alegria, prazer e prosperidade frutos da vida cristã, não tem vergonha da cruz. Pelo contrário, não foge da cruz, mas a assume a cada dia.”
 
Pastores e pastoras “sentem-se pressionados a adotar prédicas contrárias à tradição metodista [e demais igrejas evangélicas históricas] por entender que podem conquistar mais ‘audiência’, o que resulta numa ‘guerra de concorrência que mais parece comercial do que evangélica’. O pastor Fernando Cezar, da Terceira Região, acrescenta que “há um claro investimento em personalismo e manipulação de sentimentos”. Wesley do Nascimento, da Quarta Região, explica: “Buscamos ferramentas e métodos e nos esquecemos de que quem dá o crescimento à igreja é o próprio Deus”. A triste verdade é que estamos atrás de algo que funcione: “Não estamos interessados no que é certo, mas no que produz resultados; não buscamos princípios, mas vantagens, e as necessidades do mercado determinam a pregação e o estilo de vida dos pastores e pastoras”.
 
O professor do programa de pós-graduação da Universidade Metodista de Piracicaba, Ely Barreto César, aponta para um grave perigo: “Se lemos a Bíblia como consumidores que esperam o tempo todo receber bênçãos pessoais, corremos o sério risco de não enxergar o Deus missionário, interessado na felicidade e salvação de todos por ele criados”. Perde-se a visão do Deus missionário quando procuramos basicamente “os nossos interesses, a nossa salvação pessoal, as bênçãos [a] que julgamos ter direito como seguidores de Jesus” -- acrescenta o professor.
 
O editorial da referida edição do “Expositor Cristão” declara que por causa das “distorções contemporâneas” o ofício pastoral tem sido relacionado com líderes em busca de reconhecimento, aplausos e promoções. Porém, “certamente não são estes a quem o Senhor procura para confiar sua soberana obra”.

Fonte: Revista Ultimato / Edição 339

A Síndrome de Diótrefes

     Para alguns, um mero coadjuvante no cenário da Igreja Primitiva. 
     Para outros, um câncer perigosíssimo.     
     Quem foi Diótrefes, o homem que resistiu João, o apóstolo?


     As opiniões (entre os eruditos) divergem  sobre a posição de Diótrefes na igreja. Uns dizem que ele era um dos líderes, mas  havia usurpado essa posição. Outros asseguram que era um aspirante ao cargo, tendo Gaio e Demétrio como "rivais". Há quem afirme que era influente por ser rico ou mais culto que os demais. Tudo isso são especulações impossíveis de serem provadas. O foco da epístola, porém, é o espírito de rebelião presente nesse homem e o dano que quase causou a igreja (*).
     Síndrome é o conjunto de sintomas que definem uma doença. Esse conjunto de sintomas foi delineado pelo Espírito Santo ao inspirar João a escrever essa carta extraordinária.  Acredito que em todos os lugares e em todas as eras, sempre houve (e haverá), em nossas igrejas, essa síndrome, que vez por outra se manifesta. Por isso Deus, em seu infinito amor, nos deixou registradas essas palavras a fim de nos precavermos e protegermos a igreja dessa influência malsã.
     Os sintomas da síndrome são: anseio por cargos e posição de visibilidade, resistência a autoridade espiritual, dificuldade em estabelecer limites de respeito, insatisfação e intensão de causar prejuízo a comunhão dos fiéis, ou seja, a famosa formação de "panelinhas" (vide III João 9 à 11). Conhece alguém com esse perfil em sua comunidade? Então cuidado! Diótrefes vive, e está "membrando" em nossas igrejas até os dias de hoje. Convém agir como João recomenda: "se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica" (vs. 10). "Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus"(vs, 11).
     O Senhor te dará entendimento, conservará no seu amor e te concederá discernimento para agir com rigor, na verdade e no amor. Paz.

( * ) I,II e III João, Introdução e Comentário, Edições Vida Nova - John R. W. Stott
    
     

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

31 coisas que não devem ser ditas ao pastor após o sermão de domingo



  1. Uau! Esse foi o melhor cochilo que já dei!
  2. Eu sei que você estava pregando em Mateus, mas eu não pude parar de pensar naquelas locustas de Apocalipse.
  3. Nada do que você disse aplicou-se a mim, mas meu companheiro de quarto com certeza precisa ouvir o que você disse.
  4. Eu amei aquela ilustração – eu não tinha ideia do que você estava ilustrando, mas realmente amei.
  5. Você já ouviu a mensagem de John Piper sobre o mesmo texto? Cara, é boa.
  6. Eu realmente gostei dos primeiros cinco minutos de sua mensagem, mas tive que sair para fumar um pouco.
  7. Eu acho que você queria dizer: “Pai Abraão, manda a Lázaro, que toque a ponta do seu dedo e me refresque a língua”, mas você disse: “Pai Abraão, manda a Lázaro que coloque sua língua em minha boca”. (eu realmente disse isso uma vez acidentalmente)
  8. Sabe o que teria deixado a mensagem melhor? Se você tivesse usado algum texto da Escritura.
  9. Eu gosto de vir a esta igreja porque o louvor é excelente. As mensagens são boas também.
  10. Cara, essa mensagem foi profunda – você se importaria de explicar para mim?
  11. Você sabia que você disse “hã..” 93 vezes durante sua mensagem? Eu sei porque estava contando.
  12. Eu acho que você queria dizer “hermeticamente” fechado em vez de “hermeneuticamente” fechado, não? (eu disse isso na semana passada).
  13. Olha aqui um desenho engraçado de você que eu fiz enquanto você estava pregando.
  14. A mensagem foi fantástica! Era sobre o que mesmo?
  15. Obrigado por se esforçar tanto na mensagem. Eu sei que pregar não é algo muito agradável para você, mas obrigado por nos servir.
  16. Você já pensou em fazer alguma coisa além de pregar para viver?
  17. Você não teve muito tempo de preparar essa semana, né?
  18. Eu não ligo para o que meu marido disse, eu gostei da mensagem.
  19. Você tem alguém para revisar suas anotações antes de pregar?
  20. Essa mensagem foi fantástica. Especialmente, por ser tão curta.
  21. Não tenho certeza se fazer um rap durante a mensagem inteira funcionou.
  22. Você já pensou em fazer um curso online de pregação?
  23. Desculpe por não tirar meu bebê da sala durante sua mensagem. Os gritos dela te distraíram?
  24. Ei, quer saber? Todos nós falhamos de vez em quando.
  25. Estou realmente feliz que você deixa a gente beber café enquanto está pregando.
  26. Você já fez algum daqueles testes de dons espirituais?
  27. Acho que sei por que tantas pessoas estão deixando nossa igreja atualmente.
  28. Eu realmente estava pensando em ouvir outro pastor falar hoje de manhã, mas você se saiu bem.
  29. Obrigado por terminar tão rápido. Eu estava achando que perderia o jogo do Botafogo.
  30. Caso você faça essa mensagem de novo, acho que eu deixaria de fora a parte sobre você soltar flatulência.
  31. Obrigado por não nos condenar durante a mensagem toda, como você normalmente faz.
Mark Altrogge

Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2012/11/31coisas-que-nao-devem-ser-ditas-ao.html#ixzz2CrvOBA1A
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ministérios Fracassados

     Acredito piamente nessa urgente mensagem a líderes cristãos de um modo geral.
     Louvo a Deus por esse maravilhosa iniciativa.
     Assista até o fim, em oração.

Deus te abençoe.

Pr. Sérgio Marcos


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Sua igreja talvez não seja uma igreja se...

Por Jared C. Wilson

Um pastor de louvor e adoração visitou uma igreja local esses dias, uma pela qual até tenho certo respeito. Ele disse que não ouviu o nome de Jesus na mensagem. Já sabemos que muito do que se passa por evangelicalismo tem pouquíssimo, se é que tem, evangelho. É possível que muito do que se passa por “igreja”… não seja uma?
Aqui vão alguns sinais de que sua igreja talvez não seja realmente uma igreja.
Sua igreja talvez não seja uma igreja se…
- Seu pastor raramente fala sobre Jesus. (Essa é fácil).
- Seu pastor fala sobre Jesus, mas somente no estilo “siga seu exemplo”. (Você poderia ser um Mórmon ou mesmo muçulmano e pregar desse jeito).
- As músicas de “adoração” são mais sobre como você se sente e o que você pode fazer, em oposição a quem Deus é e o que Ele fez.
- A extensão do envolvimento de quase todos na igreja está limitada ao culto semanal.
- Seu pastor não pastoreia as pessoas cara a cara, mas gerencia “sistemas” em seu escritório, 40 horas por semana.
- Alguns desses sistemas são projetados para que o pastor interaja com o menor número de pessoas possível.
- Você não se lembra da última vez que participou da Ceia do Senhor.
- Muito do planejamento e foco na organização gira em torno de fazer um culto sensacional.
- Você nunca ouve a palavra “pecado” por lá.
- Você ouve a palavra “pecado”, mas apenas brevemente ou redefinida como “falhas”.
- Você não se lembra a última vez que ouviu o nome de Jesus em uma mensagem.
- A mensagem de Páscoa não é sobre a ressurreição, mas “novas oportunidades” na sua vida ou virar uma nova página.
- Em feriados patrióticos, a mensagem é sobre quão grande nosso país é.
- Nos outros fins de semana, a mensagem é sobre quão grande você é.
- Há mais vídeos que orações.
- Pessoas não cantam durante o culto de “adoração”, mas assistem.
- As responsabilidades principais do pastor são coisas estranhas à Escritura.
- Existe mais dinheiro investido em propaganda que em missões.
- A maioria dos pequenos grupos gira em torno de esportes ou lazer, e não estudo ou serviço.
- Você sempre se sente confortável lá.
- Ser membro da igreja parece apenas um sistema de recrutamento de voluntários.
- Você só encontra outras pessoas da igreja nos cultos de domingo.
Se sua igreja parece com uma ou mais dessas coisas, talvez seja uma torcida espiritual, um teatro religioso, um clube social cristão, ou alguma coisa totalmente diferente, mas, provavelmente, biblicamente falando, não é uma reunião da igreja bíblica.
(Extraído de Pulpito Cristão)

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Como sobreviver no ministério.

O ministério pastoral, tal qual o temos hoje, é uma atividade sobre-humana.

Espera-se dos pastores o que nem Deus, nem a Bíblia exige. Os ministros de Deus nos primeiros séculos da era cristã, sabiam exatamente o que se esperava deles e compreendiam que, servir à Deus pelo dom pastoral, não era uma carga, mas um privilégio. Com o passar dos anos, a igreja sofreu inumeráveis transformações, institucionalizou-se e acabou profissionalizando o "improfissionalizável" .  Hoje, os pastores precisam ser empreendedores, administradores, cantores, músicos, conselheiros, visitadores, pregadores, professores, psicólogos, conhecedores de informática, engenheiros e (pasmem), bons comerciantes (!).
Além disso, se o pastor anda bem arrumado, logo dizem: "tá ganhando muito". Se anda de modo simples, dizem: "sinto vergonha do meu pastor". Se é inteligente, é carnal. Se ora muito, é mistico. Se ora pouco, é vagabundo. Se vê TV, é por que está ocioso. Se não assiste TV, é desinformado. Se o sermão foi curto, é porque não estudou. Se for longo, foi chato. Se fica à porta para cumprimentar, é inconveniente. Se não fica, não tem interesse pelas ovelhas. Se prega sobre santidade, é muito exigente. Se não prega sobre santidade, é mundano. Além disso tudo, realizam batismos, funerais, casamentos, festas de 15 anos, bodas de prata e ouro, apresentação infantil, etc.
Pastores queridos: o que fazer? A resposta talvez seja mais simples do que possamos imaginar. 
1) Pastores são seres humanos, limitados, e dependentes da graça de Deus. Jamais devem assumir diante da igreja o que não são e nunca serão.
2) Pastores, antes de serem pastores, são crentes. A identidade de filho de Deus deve ser fomentada diariamente pela meditação e oração. 
3) Pastorear é influenciar e não determinar, dirigir, intervir, fazer no lugar dê, e coisas do tipo. 
4) Pastorear é prestar contas à Deus em primeiro lugar. Ser servo de Deus e não de pessoas, muitas vezes mimadas, manhosas, carnais e até demonizadas.
5) Pastorear é ficar na presença de Deus o suficiente para poder falar em nome dele na hora certa e da forma certa.
6) Pastorear é apaixonar-se pelas Escrituras e crescer continuamente no conhecimento das mesmas e fazer notório a todos este desenvolvimento espiritual.
7) Pastorear é viver uma vida normal: comer , beber e dormir o suficiente. Observar o momento de lazer, de férias, de estar com a família e de cultivar hábitos saudáveis de relacionamento com amigos, cristãos e não cristãos, vivendo de modo íntegro entregando sua reputação ao Senhor.
Desta forma, sobreviveremos no ministério - sob críticas muitas vezes, sob aplausos, outras tantas. E o que fizeram com Cristo, farão conosco também: cruz.
Bem vindo ao clube!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

9 fases na vida de uma igreja




     Há muitas fases na vida de uma igreja. Saber em que fase a sua igreja está é crucial à saúde e à longevidade dela e, o mais importante, ao progresso futuro do evangelho.
     As seguintes nove fases da vida de uma igreja procedem de minhas observações na implantação da Mars Hill Church e na assistência a centenas de outras implantações de igrejas por meio do ministério Atos 29.
1. Gestação
Nesta fase, uma visão é plantada. Deus chama um líder (ou líderes) para começar uma nova igreja e esclarece os detalhes da visão. Um grupo inicial de pessoas é reunido, um local de reuniões é provido, alguns ministérios começam a se formar, e recursos financeiros são obtidos.
2. Nascimento
Durante esta fase, a igreja deixa de ser um conceito e se torna uma realidade. Ela se abre para convidar a comunidade mais ampla e focaliza sua atenção em evangelização, crescimento e implementação de novos sistemas, estabelecendo novos líderes.
3. Infância
Infância é o período de tempo em que a frequência à igreja se torna um tipo de padrão estabelecido, planos de longo prazo se iniciam, novos programas são acrescentados, e estruturas administrativas se desenvolvem, a fim de se prepararem para crescimento numérico e envolvimento na missão da igreja.
4. Adolescência
Nesta fase, membros da igreja começam a assumir posições de maior liderança, o governo da igreja começa a se formar, a frequência à igreja e a contribuição financeira começam a aumentar.
5. Maturidade
Quando uma igreja começa a amadurecer, o número de líderes é aumentado, a igreja ganha a confiança de que agora tem estabilidade suficiente, o governo e a liderança da igreja são solidificados, a frequência à igreja e a contribuição financeira se tornam mais fortes. A igreja é agora independente, governa-se a si mesma e financia-se a si mesma. É também comum que igrejas nesta fase comprem suas próprias acomodações.
6. Paternidade
Paternidade é o tempo quando a igreja está pronta para reproduzir-se por dar liderança e recursos financeiros para o início de outro ciclo de implantação de igreja. Isto resulta no surgimento de uma nova congregação. Neste caso, o fato singular é que a igreja patrona da implantação da nova igreja tem um interesse permanente em orar por e ser responsável pelo novo trabalho, visto que tem-se sacrificado por ele.
7. Descendência
Esta época da vida de uma igreja ocorre quando ela já implantou tantas igrejas que começa a ver igrejas implantadas de terceira e quarta geração.
8. Morte
Quando uma igreja não é saudável, ela morre. Uma igreja não é saudável quando ela deixa de experimentar crescimento nas conversões ou deixa de atrair líderes jovens. Nesta altura, os membros da igreja se deparam com um dilema crítico. Primeiro, podem negar a morte iminente da igreja, vender seus bens para prolongar sua morte, redefinir sua missão para proteger sua morte ou apenas sobreviverem enquanto a igreja morre lenta e dolorosamente, reescrevendo os melhores anos de sua história para sentirem-se significantes e bem-sucedidos. Segundo: podem tomar sua morte iminente como uma oportunidade para ressurgir.
9. Ressurreição
Nesta fase, os membros de uma igreja sabem que ela está morrendo ou, pelo menos, não é tão saudável e frutífera como deveria ser e decidem, humildemente, encerrar a sua organização e reimplantar a igreja. Reimplantações são feitas normalmente pela contratação de um novo pastor empreendedor para começar com os bens existentes e com a liberdade de acabar programas, excluir pessoas problemáticas e decidir o que fazer com suas instalações. Doar as instalações e os bens para um plantador de igreja ou para uma igreja que está crescendo é outra opção. Igrejas que têm esta humildade e sabedoria devem ser estimadas como igrejas-modelos pela maioria das igrejas que não se desenvolvem ou estão em declínio e precisam ter uma visão para a um futuro frutífero e fiel.
Em que fase está a sua igreja?
Tradução: Francisco Wellington Ferreira

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Mark A. Driscoll é um pastor e autor norte-americano. É pastor e co-fundador da igreja Mars Hill Church em Seattle, Washington, co-fundou a Rede Atos 29e tem contribuído para a seção "Fé e Valores" do jornal The Seattle Times.

Extraído do informativo FIEL de Outubro.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Por que não sou dizimista? ( ! )


1º. Por que dízimo é do tempo da lei e estou no tempo da graça.
O dízimo na verdade existe antes da Lei (Gn 14:20), foi adicionado à Lei (Lv 27:32) mas aparece após o início da era da graça (Hebreus 7:1 à 28).
2º. O dízimo é coisa do Antigo Testamento.
O dízimo aparece no Novo Testamento também, ensinado por Jesus (Mt 23:23 – Lc 11:42) e pelo escritor de Hebreus (7:2 e 4).
3º. Jesus não era dizimista.
É verdade que não existe nenhum referência explícita a Jesus “dando o dízimo”, mas como os judeus procuram “pelinho em casca de ovo” em sua conduta, era de se imaginar que, não sendo dizimista, os judeus usassem isso contra Ele, o que jamais aconteceu.
4º. Os primeiros cristãos não eram dizimistas.
Os primeiros cristãos (não vamos nos esquecer) eram judeus praticantes e fiéis dizimistas. Após receberem a Jesus como Messias, chegaram a praticar ainda alguns rituais judaicos. Eram, sim, dizimistas e iam além do dízimo. Como eram perseguidos por sua fé, da mesma forma que Jesus, nada foi usado contra eles, no tocante ao dízimo.
5º. Deus é rico e não precisa do meu dinheiro.
Deus não determinou o dízimo por causa dEle, mas por nossa causa. Nós é que ganhamos devolvendo o dízimo (Malaquias 3:10). Jesus nos ensinou que “mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20:35).
6º. Ganho pouco. Dízimo é para quem tem sobrando.
O Dízimo é um sistema inteligente de contribuição, pois 10% afeta igualmente quem ganha pouco como quem ganha muito. É percentual e , como Deus, firmado na justiça e igualdade.
7º. Não sei o que “esses caras” fazem com o dízimo...
Dizimar é um ato de fé e tem como foco a obediência à Deus e não a homens. Os que administram o dízimo, lidam com dinheiro sagrado, e pagarão caro no JUÍZO FINAL caso não cuidem de sua administração com temor e tremor. Minha responsabilidade termina quando entrego meu envelope. O que vão fazer com o que dei, é problema deles e de Deus. Se fiz a minha parte, Deus me recompensará.
8º. Prefiro dar meu dízimo aos pobres.
É bíblico e nobre pensar nos pobres, mas com ofertas direcionadas, específicas, e não com os dízimos. A ordem de Deus é clara: “Tragam o dízimo todo ao depósito do templo, para que haja alimento em minha casa” (Malaquias 3:10). Nossos dízimos devem ser designados à Casa de Deus, a Igreja, para suprirem as necessidades do serviço que se presta ali. A administração da igreja, além da manutenção do prédio e instalações, tem impostos, água, luz, telefonia e internet, funcionários e missionários, e ainda separa generosas porções à Obras Sociais e Missões. Mas nada impede de, além dos dízimos, fazermos ofertas direcionadas.



DEUS AMA A QUEM DÁ COM ALEGRIA !!!  - 2ª Coríntios 9:7

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

CAIO FÁBIO: razões por que escrevi o artigo "Caio Fábio: qual deles?".

     Primeiramente gostaria de identificar os quatro possiveis tipos de leitores: os que ficaram indiferentes, os que apreciaram e divulgaram, os que fizeram críticas amenas e os que ficaram profundamente irritados.
     Escrevi o artigo (*) a pedido de irmãos e amigos que desejavam saber minha opinião sobre a atual fase de Caio Fábio d´Araújo Filho. 
     Após ponderar sobre tal possibilidade por alguns meses, decidi colocar no blog meus pensamentos.
     Aos que permaneceram indiferentes digo: é impossível ignorar a figura humana e ministerial de Caio Fábio, tamanha foi sua influência no cenário evangélico brasileiro como igualmente (ou até maior) foram as consequências de sua "queda". Caio marcou para sempre a história do cristianismo no Brasil e sua imagem é ainda forte no cenário evangélico brasileiro.
     Aos que apreciaram e divulgaram repito o que disse no artigo em questão: não escrevi  para colocar munição em mãos de legalistas e fariseus de plantão para usarem o artigo e discutirem-no em roda de escarnecedores . Procurei ajudar os que estavam confusos e (ou) melindrados em opinar com receio de caírem na vala comum dos julgamentos inconsequentes.
     Aos que fizeram críticas amenas, melhor dizendo, cautelosas e respeitosas, agradeço de coração. Vocês me ajudaram a equilibrar minhas opiniões e melhor expor meus pensamentos. Não acho que o artigo esteja fechado. Ainda penso em rever alguma coisa e ser mais claro do que fui.
     Mas aos que ficaram profundamente irritados, peço: leiam o artigo de novo, desarmados e com a mente aberta. Não usei de ironia, nem jocosidade ou linguagem impensada e provocativa. Não é meu perfil. Sou polêmico, mas polido. Respeito é bom e eu gosto - tanto de respeitar quanto ser respeitado. Expus apenas fatos, concretos e pesquisáveis. Não criei, inventei, aumentei ou exagerei nada. Apenas fiz apontamentos sobre as três fases distintas que Caio Fábio viveu e vive ainda hoje. 
     Não me ative ao seu deslize moral ou novo casamento. Isso pouco me importa. O que realmente interessa  é a atual postura de Caio com respeito aos que antes lotavam auditórios para ouvi-lo, gastando fortunas com seus livros, enchendo seus congressos e sendo parte significativa do nome e projeção que ele, Caio, alcançou e que agora são chamados de "bundões". Humildade, simplicidade, perdão e mansidão, atributos típicos de uma pessoa cheia do Espírito Santo, parecem ser raras na atual fase ministerial de Caio. Ele taxa muitos líderes evangélicos de mercenários enquanto ele mesmo, vive hoje da fama obteve nos tempos em que era parte integrante da igreja evangélica que agora achincalha. 
     Fica, no entanto, meu respeito e consideração ao que Caio fez, que permanecerá indelevelmente registrado na história. Mas me cumpre ser lúcido o suficiente para delinear os traços visíveis de suas três fases para que cada um forme sua opinião a respeito.

Sérgio Marcos

( * ) http://pastoresdesantarita.blogspot.com.br/2012/04/caio-fabio-qual-deles.html
     


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Teologia inclusiva para um Jesus exclusivo (!)

     Hoje em dia, em matéria de teologia, fala-se muito, escreve-se muito, estuda-se pouco. O verdadeiro estudante de teologia está em falta. Há muitos repetidores e alguns franco atiradores, metidos a teólogos, que buscam na Bíblia justificativa para seu pensamento, nada ortodoxo. Basta um certo figurão no meio evangélico se desgarrar do caminho estreito e... pronto: lá está ele fazendo "teologia inclusiva", querendo se incluir num ambiente que, por sua essência exclusiva, o excluiu.
     Desde que me dou por gente, entendo que o evangelho não é inclusivo. Não tem como ser inclusivo pois o centro deste evangelho é Cristo, o exclusivo filho de Deus . A salvação é exclusividade de quem aceita os fatos do evangelho, submete-se ao senhorio exclusivo de Cristo, congrega na igreja (comunidade exclusiva para salvos em Cristo) e após a morte, será conduzido com exclusividade ao céu ou será arrebatado com exclusividade pelo Cristo exclusivo que o salvou exclusivamente. 
     Comunidades "inclusivas" estão se multiplicando, propondo ser um tipo de colcha de retalhos para qualquer tecido.  Seu versículo predileto é: "Deus não faz acepção de pessoas". Sim, com certeza. Seu amor e poder salvador atinge brancos, negros e asiáticos, pobres ou ricos, de qualquer cultura e nação. Mas não se esqueça das parábolas da "rede de pesca" e "do trigo e o joio" onde Jesus deixou evidente o caráter exclusivista de sua mensagem.
     Não se iluda meu irmão. Quem não foi encontrado com "vestes festivais" nas Boda do Cordeiro, será lançado fora.
"Eis que venho em breve! Disse Jesus:A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez.  Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Felizes os que lavam as suas vestes, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira" (Ap 22:12 à 15).
     Teologia inclusiva? TO FORA.
sergiomarcos59@hotmail.com

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Igrejas "on-line" : você curte?

Taí uma coisa que deu certo: igrejas "on-line". 
O "incuravelmente religioso" ser humano não poderia ficar sem essa, afinal, a internet é uma bênção 

ou não é?


Não discutirei a validade, a intenção e muito menos a pertinência dos ditos "cultos on-line". Mas receio que estejamos diante de algo que poderá afetar o cerne do cristianismo bíblico.
Vejo muita vantagem em usar a internetpara propagar valores cristãos.  No entanto, suspeito que alguns poderão se auto enganar com a ideia de que o culto (ou igreja) "on-line" é uma alternativa viável e confiável para o desenvolvimento espiritual.
O mundo virtual é interessante, cativante e nos mantém numa distância confortável de tudo que seja comprometedor. É como se adquiríssemos uma outra identidade, uma passaporte para transitar livremente curtindo o melhor dos relacionamentos sem aquela parte amarga de ter que se desculpar, pedir perdão ou perdoar e conviver com "caras e bocas".
Na igreja virtual curto a mensagem, os louvores e ao mesmo tempo consulto meu facebook, checo e-mails, entre um e outro "aleluia". Se o sermão estiver chato, abaixo o volume e vejo alguma loja virtual ou me distraio conferindo as notícias do momento.
Se você é adepto da igreja on-line e acha que estou exagerando, não perde por esperar. Mais cedo ou mais tarde vai perceber que eu tinha razão.
Não abro mão do culto em uma igreja local por várias razões. Primeiramente porque não sou um homem virtual, sou real, nasci de uma placenta real, fui amamentado em seios reais e dormi num berço de madeira real. Em segundo lugar porque anseio toque, abraço, o encantamento de um aperto de mão. Também me faz bem perceber que o pregador me notou no recinto, dirigiu-se a mim por me conhecer pelo nome - ou seja - sou pessoa real e anseio por uma vida de pessoalidade.
Igrejas on-line, em meu ponto de vista, não servem nem para quem está hospitalizado ou enfermo em casa. O que estas pessoas precisam é de uma visita real de uma pessoal real, que lhe chame pelo nome e chore junto com ela a sua dor, a sua perda, a sua carência. 
Em suma: igrejas virtuais ou "on-line" são ótimas para divulgar uma marca, para dar aos seus protagonistas a sensação de que estão "no ar" e compartilhar com outras igrejas virtuais sua bela performance. Suspeito que haja algum valor em se ter um culto on-line, mas ainda não fui convencido de sua real necessidade.
Nada contra...mas...

sergiomarcos59@hotmail.com

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Afinal, o que está errado com a teologia da prosperidade?


Apesar de até o presente só ter melhorado a vida dos seus pregadores e fracassado em fazer o mesmo com a vida dos seus seguidores, a teologia da prosperidade continua a influenciar as igrejas evangélicas no Brasil.

Uma das razões pela qual os evangélicos têm dificuldade em perceber o que está errado com a teologia da prosperidade é que ela é diferente das heresias clássicas, aquelas defendidas pelos mórmons e "testemunhas de Jeová" sobre a pessoa de Cristo, por exemplo. A teologia da prosperidade é um tipo diferente de erro teológico. Ela não nega diretamente nenhuma das verdades fundamentais do Cristianismo. A questão é de ênfase. O problema não é o que a teologia da prosperidade diz, e sim o que ela não diz.

  • Ela está certa quando diz que Deus tem prazer em abençoar seus filhos com bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que qualquer bênção vinda de Deus é graça e não um direito que nós temos e que podemos revindicar ou exigir dele. 
  • Ela acerta quando diz que podemos pedir a Deus bênçãos materiais, mas erra quando deixa de dizer que Deus tem o direito de negá-las quando achar por bem, sem que isto seja por falta de fé ou fidelidade de nossa parte.
  • Ela acerta quando diz que devemos sempre declarar e confessar de maneira positiva que Deus é bom, justo e poderoso para nos dar tudo o que precisamos, mas erra quando deixa de dizer que estas declarações positivas não têm poder algum em si mesmas para fazer com que Deus nos abençoe materialmente.
  • Ela acerta quando diz que devemos dar o dízimo e ofertas, mas erra quando deixa de dizer que isto não obriga Deus a pagá-los de volta.
  • Ela acerta quando diz que Deus faz milagres e multiplica o azeite da viúva, mas erra quando deixa de dizer que nem sempre Deus está disposto, em sua sabedoria insondável, a fazer milagres para atender nossas necessidades, e que na maioria das vezes ele quer nos abençoar materialmente através do nosso trabalho duro, honesto e constante.
  • Ela acerta quando identifica os poderes malignos e demônicos por detrás da opressão humana, mas erra quando deixa de identificar outros fatores como a corrupção, a desonestidade, a ganância, a mentira e a injustiça, os quais se combatem, não com expulsão de demônios, mas com ações concretas no âmbito social, político e econômico.
  • Ela acerta quando diz que Deus costuma recompensar a fidelidade mas erra quando deixa de dizer que por vezes Deus permite que os fiéis sofram muito aqui neste mundo. 
  • Ela está certa quando diz que podemos pedir e orar e buscar prosperidade, mas erra quando deixa de dizer que um não de Deus a estas orações não significa que Ele está irado conosco. 
  • Ela acerta quando cita textos da Bíblia que ensinam que Deus recompensa com bênçãos materiais aqueles que o amam, mas erra quando deixa de mostrar aquelas outras passagens que registram o sofrimento, pobreza, dor, prisão e angústia dos servos fiéis de Deus.
  • Ela acerta quando destaca a importância e o poder da fé, mas erra quando deixa de dizer que o critério final para as respostas positivas de oração não é a fé do homem mas a vontade soberana de Deus.
  • Ela acerta quando nos encoraja a buscar uma vida melhor, mas erra quando deixa de dizer que a pobreza não é sinal de infidelidade e nem a riqueza é sinal de aprovação da parte de Deus. 
  • Ela acerta quando nos encoraja a buscar a Deus, mas erra quando induz os crentes a buscá-lo em primeiro lugar por aquelas coisas que a Bíblia constantemente considera como secundárias, passageiras e provisórias, como bens materiais e saúde. 
A teologia da prosperidade, à semelhança da teologia da libertação e do movimento de batalha espiritual, identifica um ponto biblicamente correto, abstrai-o do contexto maior das Escrituras e o utiliza como lente para reler toda a revelação, excluindo todas aquelas passagens que não se encaixam. Ao final, o que temos é uma religião tão diferente do Cristianismo bíblico que dificilmente poderia ser considerada como tal. Estou com saudades da época em que falso mestre era aquele que batia no portão da nossa casa para oferecer um exemplar do livro de Mórmon ou da Torre de Vigia...
Augustus Nicodemus Lopes

Nosso papel é retransmitir à voz do PASTOR.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

O pastor terceirizado.

     Pastorear é um dom, uma vocação. Mas tem se tornado, para muitos, uma profissão. Com o evento das mega-hiper-super-master-blaster- igrejas, uma profissão e tanto. Certo colega me contou que recebeu uma proposta de uma dessas igrejas midiáticas oferecendo-lhe um salário inicial de R$ 8.000,00. Nada mal para quem deseja ingressar no ministério. 
     Alguns poderão objetar: " - mas o ministério é árduo, não tem insalubridade e tem levado muitos ao stress antes dos 40 anos". Concordo. Mas um bom salário o livraria disso? Suspeito que não.
     Segundo pesquisa norte-americana (ou estadudinense), cerca de 1500 pastores abandonam o ministério por ano naquele país. O número de divórcios entre pastores aumenta vertiginosamente e escândalos envolvendo sexo, dinheiro e poder, proliferam de modo assustador. Estaria o ministério pastoral em crise. Acredito que não. O que está em crise não é o ministério pastoral, mas o modelo pastoral adotado por grande maioria de "igrejas" que exigem do "homem do púlpito", algo mais que um mestre na Palavra, um conselheiro amigo e um servo misericordioso ao lado dos que sofrem. Exige tino administrativo, faro empresarial e liderança capacitadora para empreendedorismo religioso, algo totalmente divorciado da vocação pastoral tal qual a vemos nas escrituras.
     Certa vez ouvi um colega se referir a outro dizendo: "Aquele pastor ali, ó, é um ladrão de ovelhas", referindo-se ao fato de haver perdido membros de seu rebanho para o rebanho do dito pastor. Engraçado. Eu sempre achei que os pastores não eram donos de seus ovelhas. Sempre pensei que fossem meros servidores. Se eu perdi ovelhas para outro pastor é porque eu as possuía. Só perco o que é meu. Profissionais pensam assim. Vocacionados, nunca!
"Não procurem dominar os que foram entregues aos cuidados de vocês, mas sejam um exemplo para o rebanho", diz Pedro, o apóstolo, em sua primeira carta, capítulo 5, verso 3.
     Creio que pastores de verdade são terceirizados. Pedro sabia disso, e após seus sábios conselhos conclui: "Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória" (vs 4). É isso aí! Somos terceirizados pelo Supremo Pastor. Pastoreamos as ovelhas dele. Ninguém é de ninguém. Com esse pensamento, chegando aos meus 25 anos de ministério pastoral, posso afirmar, categoricamente, que nunca perdi uma ovelha sequer para outro colega ou denominação, pois nunca possui ovelha alguma, "porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém" (Rm 11:36).

terça-feira, 29 de maio de 2012

Pastor: não caia no engano de agradar sua audiência.


Entrega


Deixe pra lá! Releve! Perdoe!
 
Tenho percebido que essas são palavras difíceis para algumas pessoas, e fáceis para outras. E o que está por trás dessas atitudes me intriga. 
 
Parece que algumas pessoas têm uma grande capacidade de “deixar pra lá”, de relevar uma ofensa, de esquecer um agravo. É como se não se apegassem às coisas. Na hora da perda, não sofrem muito. Porém, não lutam tanto pelo que acham importante. Sem luta, não há vitória. 
 
Outras parecem incapazes de abrir mão. Então, tudo o que a vida lhes tira, produz a dor de um assalto, de uma violência.
 
Entre estas últimas, as que mais me chamam atenção são aquelas que não “abrem mão” de suas razões. Seja em uma simples conversa, que acaba em discussão, seja em uma questão de direito, apegam-se às suas razões até às lágrimas. E se, após muitas lutas, essas coisas lhes são “tomadas”, entram em desespero de morte. 
 
As pessoas do primeiro grupo sofrem menos, por não se apegarem demasiadamente. Não lutam tanto, não retêm tanto. Não perdem muito, mesmo quando são abusadas.
 
Entretanto, conheço gente que é capaz de se lembrar de todas as violências sofridas ao longo da vida. Coisas que lhes foram tiradas, batalhas perdidas, conversas encerradas, desconsiderações, injustiças, votos vencidos, estão todos lá, no depósito de passivos, de haveres, aguardando ressarcimento.
 
Sim, a vida (que acaba assumindo nomes de pessoas) lhes deve. Se algo nunca foi entregue, então lhes foi tomado. Se nunca foi perdoado, ainda é “dívida ativa”. Se nunca foi esquecido, está registrado para oportuna cobrança.
 
Talvez uma pessoa assim considere aquele que “deixa pra lá” um leviano. E talvez o que releva e esquece considere aquele que não “abre mão” um infeliz briguento. 
 
Lembro-me de ter “deixado pra lá” direitos de consumidor, só para não arranjar briga. Porém, lembro-me de ter “pendurado” ofensas, aguardando o pedido de desculpas. Recordo-me de ter dado razão a quem não a tinha, para preservar a amizade, e de ter “aberto mão” da amizade por não achar justo “deixar barato”.
 
Certa vez, deparei-me com uma frase usada em um curso para noivos: “O que você prefere: ter razão ou ser feliz?” -- como que a dizer que, se eu quisesse ter sempre razão, seria infeliz! Será que essa pergunta não nos ajudaria a definir melhor a qual grupo pertencemos?
 
Eu confesso: naquele exato momento me descobri preferindo ter razão. E argumentei para mim mesmo que a felicidade, à custa do que é certo, não vale a pena. Senti-me como a formiga invejosa, criticando a alegria “irresponsável” da cigarra.
 
Nesse momento, ouvi a palavra de Paulo aos coríntios conflagrados: “[...] por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano?” (1Co 6.7).
 
Ocorre-me então que talvez a atitude correta não seja o “deixar pra lá”, mas a entrega. Em vez de esquecer, entrego meus direitos, bens e razões ao reto Juiz. Assim, as coisas não ficarão sem consequência, sem julgamento, sem resposta. Contudo, estarei “deixando pra lá”, em um ato de fé, para ser feliz.
 
Imagino que, por esse caminho, Deus me acrescentará o orar pelos meus inimigos e me alegrará ao vê-los abençoados.
 
 Rubem Amorese é presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília, e foi professor na Faculdade Teológica Batista de Brasília por vinte anos. Antes de se aposentar, foi consultor legislativo no Senado Federal e diretor de informática no Centro de Informática e Processamento de Dados do Senado Federal. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos. ruben@amorese.com.br
Fonte: www.ultimato.com.br 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Lições de liderança no livro de Jó.


A liderança evangélica está em crise.  Profetas do óbvio, pregadores da auto-ajuda, mensageiros da vitória e atores eclesiásticos com suas mais exuberantes performances, dão seu show dominical à templos cheios de pessoas vazias. A fé está sendo descaradamente comercializada.

Há quem diga que estamos em pleno avivamento. Confundem números com mover do Espírito. Música com adoração. Retórica com proclamação. A pregação da Palavra de Deus e o sagrado ministério pastoral parecem estar em decadência. Os pastores (leia-se em alguns casos bispos, apóstolos, e por aí vai) estão se aperfeiçoando em gestão ministerial, marketing pessoal, batizando seus ministérios com seus próprios nomes.

Geralmente olhamos para Jó como alguém que deveria ser provado para emergir de sua justiça própria em direção a revelação de Jeová Deus. Não me lembro de ter atentado para sua vida antes das perdas e danos.  Seu testemunho "dava de dez a zero" na maioria dos líderes espirituais de hoje: "Todas as pessoas me davam atenção e em silêncio escutavam os meus conselhos. Quando acabava de falar, ninguém discordava. As minhas palavras entravam na cabeça deles como se fossem gotas de água na areia. Todos as esperavam ansiosos, como se espera a chuva no tempo de calor. Eu sorria para aqueles que tinham perdido a esperança; o meu rosto alegre lhes dava coragem. Eu era como um chefe, decidindo o que eles deviam fazer; eu os dirigia como um rei à frente do seu exército e os consolava nas horas de aflição" (Jó 29:21 à 25). 

Alguns podem achar que Jó se arrogava deste estado de coisas, desse nível de influência. Mas a Bíblia não deixa isso claro. Sua provação lhe serviu para revelar-lhe mais sobre Deus. Isso é certo. Mas antes de ser provado, Jó se revelara um líder espiritual de primeira linha, um pregador de mão cheia. Convenhamos: quem hoje em dia teria algo assim para dizer sobre si mesmo:

"Eu jurei que os meus olhos nunca haveriam de cobiçar uma virgem" (31:1). "Nunca deixei de ajudar os pobres, nem permiti que as viúvas chorassem de desespero. Nunca tomei sozinho as minhas refeições, mas sempre reparti a minha comida com os órfãos. Eu os tratava como se fosse pai deles e sempre protegi as viúvas.Quando via alguém morrendo de frio por falta de roupa ou notava algum pobre que não tinha com que se cobrir, eu lhe dava roupas quentes, feitas com a lã das minhas próprias ovelhas, e ele me agradecia do fundo do coração" (31:16 à 20).

"Jamais confiei no ouro; ele nunca foi a base da minha segurança.Nunca me orgulhei de ter muitas riquezas, nem de ganhar muito dinheiro" (31:24,25).

"Jamais me alegrei com o sofrimento dos meus inimigos, nem fiquei contente se lhes acontecia alguma desgraça"(31:29).

"Jamais procurei encobrir as minhas faltas, como fazem algumas pessoas, nem escondi no coração os meus pecados"(31:33)".

Jamais imaginei fazer de Jó, antes do sofrimento,  um de meus mestres! Sei que alguns dirão que estou ferindo a hermenêutica, forçando a barra e tirando leite de pedra. Mas não me importo. Preciso encontrar exemplos, modelos que me inspirem e me levem mais além.

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos salve desta degeneração mortal em que a liderança espiritual está mergulhando. Se estamos como estamos, é porque temos deixado de olhar para Jesus, o líder por excelência, "manso e humilde de coração". Os que desejam ser piedosos, dedicados, buscando santificação, estão sendo criticados e acusados de legalismo. Em nome da "graça" estão vivendo em desgraça moral e espiritual. A graça de Deus nunca foi uma carta branca para pecar e sim o poder infinito de Deus em buscar e salvar pecadores desgraçados transformando-os em santos homens e mulheres de Deus.
sergiomarcos59@hotmail.com 

sábado, 19 de maio de 2012

Dízimos: devoção ou dever?

     Acho um absurdo o que alguns pastores fazem com o rebanho para obter recursos financeiros para a igreja. Na verdade são apenas duas modalidades: ameaça ou manipulação.
     Pastores que ameaçam o povo chamam de "ladrão" quem "sonega" o dízimo. Já ouvi coisas do tipo: "membro que não dizima deve ser excluindo do rol". Usam  o texto de I Coríntios 6:10 como "base bíblica" ou seja, "roubadores não herdarão o reino dos céus". Também usam e abusam de  Malaquias 3:8 à 10 para espancar a igreja. É isso mesmo! Batem no povo à valer e esbravejam palavras ameaçadoras, "profetizando" pragas egípcias das mais catastróficas. As pessoas se encolhem nos bancos e depois, trêmulas, decidem ser "fiéis" dizimistas. Há porém quem use da inteligência, (um dom de Deus, diga-se de passagem) e ponderam sobre essa tal obrigatoriedade do dízimo. Algumas, todavia,  deixarão de frequentar a referida igreja.
     Por outro lado, há pastores que manipulam. Sabem que boa parte dos frequentadores possuem sentimentos de culpa não resolvidos e usam isso para manipular. São mais sutis. Costumam dizer: " - Dizimar é uma virtude cristã e se você dizima com fidelidade, Deus te abençoará de modo diferenciado". Apelam para a famosa frase: "Deus abrirá as janelas do céus sobre você, e você prosperará". "É dando que se recebe". "Se você está na pior é porque ainda não se tornou um fiel dizimista". São frases de inspiração bíblica, mas a motivação do pregador pode não ser tão bíblica assim.
     Mas afinal: o dízimo é ou não é obrigatório. A resposta a essa pergunta é um retumbante NÃO. O dizimo não é obrigatório. Não há uma menção sequer no Novo Testamento sobre a obrigatoriedade do dízimo. Por outro lado, não se menciona que a prática do dízimo tenha sido abolida ou suplantada por um mandamento maior. Como resolver essa questão?
     O ato de dizimar não deve ser encarado como dever, mas  como devoção. Os fariseus dizimavam o endro, a hortelã e o cominho e foram confrontados por Jesus e tidos como hipócritas. Jesus disse que deveriam dar o dízimo, mas sem esquecer a justiça, a misericórdia e a fé (Mateus 23:23). Dizimar movido por medo ou com o intuito de ver "chover dinheiro sobre a cabeça" é um ato carnal, mundano e condenado nas Escrituras como farisaísmo.  
     "Cada um deve resolver por si mesmo quanto vai dar. Não forcem ninguém a dar mais do que realmente deseja, pois Deus aprecia os que dão alegremente" (2a Coríntios 9:7 - VIVA). 
     Sou dizimista a mais de 30 anos. Testemunho a favor dessa prática, mas advirto: dizimar sem devoção, sem alegria, ignorando que se trata de um ato de adoração, é contrário ao espírito das Escrituras e os pastores que amedrontam ou manipulam terão que prestar contas diante de Deus por abuso espiritual e falta de temor a Deus.

sergiomarcos59@hotmail.com

quarta-feira, 2 de maio de 2012

NÃO QUERO MAIS SER EVANGÉLICO - Ariovaldo Ramos


Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante - o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.

Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por 'profissionais da fé'. Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.

Chega dessa 'diabose'! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.
Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam - em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome 'meu', mas, o pronome 'nosso'.

Para que os títulos: 'pastor', 'reverendo', 'bispo', 'apóstolo', o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, 'onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei' de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes - chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!

Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao 'instruí-vos uns aos outros' (Cl 3. 16).

Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: 'Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. '(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras 'todo o Evangelho ao homem... a todos os homens'. Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que 'acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos', sem adulterar a mensagem.

Fonte: Publicado em 23 de junho de 2003 no site da Rede Sepal, de autoria do Pastor Ariovaldo Ramos.